segunda-feira, 2 de julho de 2012

Entrevista com DJ Tom



Há quanto tempo trabalha como DJ e quais foram suas maiores conquistas neste período?
Comecei muito cedo, desde os meus 13 anos aonde eu pegava o 3x1 da Gradiente da minha mãe e fazia som nas garagens da vida, nessa época eu morava em São Paulo a coisa era bem amadora mesmo, porém o brilho de ver os outros dançarem ouvindo as musicas na qual você colocava já era contagiante. Hoje com 40 anos, continuo a tocar, aliás, é a única coisa na qual eu faço com muita seriedade, respeito e amor de verdade. Nesse período de discotecagem minha maior conquista foi sem sombra de dúvidas o respeito pela cena local, e a saúde plena para poder continuar a fazer o que eu mais amo, simplesmente tocar...

Quais foram e ainda são as dificuldades encontradas quando se trabalha como DJ na região do Vale do Paraíba? PQ?
Na verdade as dificuldades existentes aqui no Vale são as mesmas encontradas no Brasil todo. Profissionais sem bagagem e cultura musical, executando valores muito baixos, se desvalorizando e prostituindo toda uma classe, pois, quem ganha com isso são os contratantes e promoters que fazem barganhas para contratar os profissionais.

Você acredita que na região do Vale do Paraíba exista espaço para muitos DJs? PQ?
Espaço existe sim, afinal o sol nasceu para todos, porém alguns DJs tem que fazer uma reciclagem financeira e moral, ao executarem seus trabalhos, pois, existe muito DJ por aí que está até pagando para tocar, recebendo em troca algumas pulseiras, uns Vip’s, nome no flyier, isso sim me deixa muito triste, porém, quem sou eu para mudar algo, cada uma na sua conduta.

Como os DJs da região podem se unir e se ajudar?
Essa eu respondo de boca cheia!!!!! Amizade entre os DJs existe com certeza, agora união não existe mesmo!!!! Ter que existir consciência moral e ética entre alguns profissionais, e deixar o lado egocêntrico um pouco de lado, daí poderemos falar sobre União.


E como o SINDECS pode ajudar em sua opinião?
O Sindecs é um caso a parte muito especial, pois existe uma briga de ego muito grande entre vários DJs. Eu sou um DJ que acredita e muito em um Sindicato, na verdade quem realmente irá aproveitar essa leva de legalização serão os DJs mais novos, mas o que eu puder ajudar para colocar um tijolinho nessa grande obra, podem contar comigo.

TOM, se você estivesse iniciando sua carreira hoje, em sua opinião seria mais fácil ou difícil?
Sem dúvidas bem mais fácil, pelo menos no quesito mixagens e tecnologia, pois os caminhos das pedras entre DJs, Promoters, Casas Noturnas, Agências e Revistas especializadas são os mesmos. Mas sinceramente eu não troco os anos 80 e 90  por CDJ ou controladora nenhuma. Por isso comprei um par de toca discos e não adianta, tocar em vinil não tem preço.

Qual é o estilo musical do DJ TOM na pista?
Na verdade não sigo uma linha específica, aliás um certo dia um Top DJ super conhecido me perguntou qual era minha linha, eu comecei a rir do nada, sabe aquele ataque de riso descontrolado e falei que a minha linha é nº 10 com cerol bem fininho kkkkkk. Na verdade sou Houseiro de alma mas o DrumN’Bass está no coração.

Onde o público, interessado em dançar ao som do DJ TOM, tem que estar?
De preferência na pista, mas pode ficar nos lados também, importante mesmo é estarem curtindo , pois, eu sou um DJ que toco para pista e não para DJ.

Existe algum projeto em que você está envolvido? Pode falar um pouco sobre o assunto?
A quase 4 anos faço pelo menos 4 festas beneficentes por ano, a fim de ajudar as instituições carentes de Guaratinguetá , tento somar neste projeto o maior número de DJs novos e antigos para juntos fazermos o bem para quem realmente precisa, é muito gratificante poder fazer isso e é claro ter a colaboração da maioria dos DJs, pois é nessa hora que a união e a vontade fala mais alto.


Para finalizar, o que o público precisa saber referente ao DJ TOM?
O DJ Tom, atua no mercado profissionalmente, a mais de 18 anos com o objetivo de atender as diversas necessidades de sonorização, iluminação, efeitos e projeção nos mais variados eventos. Tocando desde os 13 anos e iniciando sua carreira Profissional aos 18 anos em 1991, e em 1998 com equipamento próprio, começou atendendo a eventos de menor porte como aniversários e festas particulares, em residências e pequenos salões de festas. O objetivo principal do DJ Tom, é efetuar eventos com a melhor qualidade possível, utilizando-se de equipamento profissional adequado às exigências do ambiente onde são realizados e atendendo aos desejos e expectativas dos clientes com a costumeira pontualidade, honestidade e o bom gosto sempre presente nos eventos em que o mesmo toca. O estilo das músicas é pré-selecionado pelos clientes. Eu como DJ Profissional não levo em conta meus gostos pessoais, toco apenas os estilos musicais pertinentes ao evento e ao gosto do contratante. Conto com um vasto repertório musical: anos 60, 70, 80, 90, rock, músicas eletrônicas (dance, techno, trance, psy trance, drum and bass, etc), mpb, forró, axé, funk, black, pop, samba e pagode, valsas, jazz, bolero, trash e quaisquer outros desejados pelo cliente.
Não vou aqui citar os nomes de casas noturnas e Dj's na qual já toquei, por um motivo de espaço, transparência e objetividade. Um Dj multifacetado, que está de bem com a vida e com os amigos, sempre atualizadíssimo com as novas tendências, mas nunca esquecendo as suas verdadeiras raízes musicais.
Tenho a plena certeza que um sonho não deve ser colocado de escanteio, pois hoje eu estou percorrendo uma etapa nova, o tempo e a vida me deu com muita generosidade todas as energias necessárias para transpor barreiras quase insuperáveis como DJ, foram muitos baldes de água fria na cabeça, muitos goles a mais e alguns passos para traz. Lutar pelo que desejamos não é ato de coragem, pelo menos se formos sinceros, um homem não permanece em pé sem lutar, ninguém poderá ser feliz sem sentir o gosto da conquista.

Abaixo links relacionados ao DJ TOM.
https://www.facebook.com/pages/Tom100Freio-Sonoriza%C3%A7%C3%A3o-Profissional/258604254150098?sk=info
http://www.valedjs.com.br/
https://www.facebook.com/Djtom100freio

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Entrevista com o DJ e Produtor Joe K


Joe, quanto tempo de estrada?
12 anos, comecei em 2000.

Como se deu conta de que este seria o seu ganha pão? Como foram seus primeiros passos?
Foi uma evolução natural... Começou como hobbie mas acabou dando certo e entrando dinheiro... Quando percebi, já vivia da música...

Em sua opinião o que é mais fácil, um DJ se tornar produtor ou um produtor se tornar DJ?
É mais fácil aprender a ser DJ. A produção é muito mais complexa.

Ser produtor da maior credibilidade na carreira de DJ?
Não diria credibilidade... Mas da uma exposição maior ao DJ.


Sendo suas produções um sucesso e o seu nome conhecido no mercado nacional e internacional, o que mais você almeja para sua carreira? O que te motiva?
Continuar crescendo! A música nunca é um ciclo fechado, sempre da pra crescer mais.

Tem algo na profissão de DJ e Produtor que lhe incomoda? O que e por quê?
A única parte ruim da vida de DJ são as viagens, tempo de mais fora de casa e longe da família.

Em sua opinião como o mercado nacional recebe e trata seus profissionais locais?
Recebe muito bem, hoje os principais DJs nacionais tem o mesmo status dos gringos.

Joe, atualmente todo mundo é DJ ou pelo menos diz ser, sabemos que a tecnologia que facilitou a vida de muitos profissionais sérios também incentivou os aventureiros e sendo assim pergunto, você se preocupa com uma possível febre e banalização com relação a profissão de produtor?
Tem os dois lados da moeda, do mesmo jeito que pode banalizar, tbm pode dar espaço a algum talento que estava escondido por aí.. No fim os bons sempre vão continuar. Tem tanta coisa ruim sendo produzida, que acaba não durando. Só se destaca quem produz de verdade e tem qualidade.

O que podemos esperar de Joe K? O que vem por ai?
Sempre músicas novas!


O que recomenda aos jovens que iniciam agora a carreira de DJ e/ou Produtor?
Estudar muito. Música, tecnologia.. Não adianta querer ser DJ só para aparecer. Tem que gostar mesmo da coisa e correr atrás.

www.twitter.com/djjoek
www.soundcloud.com/joek
Video Clipe – I Want You Back - http://youtu.be/1jJNa5zpNnk

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Próxima entrevista do Blog I'm a deejay

Pessoal fiquem ligados no Blog I'm a deejay, pois a próxima entrevista será com o DJ e Produtor Joe K.
Considerado pela DJ Sound como o hitmaker brasileiro, Joe K é um dos mais festejados produtores da atualidade. Seja com seus remixes ou com suas próprias composições, é um dos campeões de entradas no top 100 do aclamado site de vendas digitais Beatport, sendo o único brasileiro a ter alcançado a posição de número 1 em vendas.

Não deixem de conferir a partir do dia 01/06 aqui no Blog I'm a deejay.

DJ, conheça mais uma ferramenta para o seu negócio!

Atenção DJ!!! Se você possui uma escola para formação de DJs e/ou Produtores, não deixe de clicar na figura abaixo e conhecer o mais novo site chamado BANCO DE CURSOS. O objetivo do site é abrir espaço para o anúncio de vários tipos de cursos e por consequência reunir em só lugar todas as opções do mercado, o que facilitará a procura daqueles que precisam se especializar em algo. Aproveite e divulgue seu curso, é GRATUITO!!!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Entrevista com Dj e Produtor Ricardo Coppini


Ricardo, quanto tempo de estrada?
Música na minha família atravessa gerações, pois meu bisavô era maestro e até compunha óperas. Meu avô também adorava música, mas aprendi mesmo a amar essa arte através do meu pai que até hoje tem uma coleção infindável de vinis. Ali começou o meu amor pela música e nunca mais parou. Sempre ouvia músicas dançantes e comecei a perceber que era esse o tipo que eu mais gostava. Quando adolescente, eu frequentava danceterias e ficava maravilhado com tudo aquilo, aumentando a minha ligação com a música dançante. A paixão por discotecar começou quando em uma danceteria dos meus primos, pude acompanhar mais de perto o trabalho dos DJs que por lá passavam. Ficava encantando com a arte de passar de uma música para outra sem intervalo e sem sair fora do ritmo. Ali descobri o que gostaria de fazer para o resto da vida. Comecei como residente da Emerald Hill, passei pela Overnight e comecei a ganhar notoriedade, sendo convidado até hoje para tocar em diversas casas noturnas de todo Brasil e também do exterior. Discotecar é uma grande paixão e com muito empenho e dedicação, continuo mantendo o meu nome na listagem dos Top 100 Dj’s todos os anos.

O que veio primeiro, a profissão de DJ ou produtor?
Depois de muitos anos discotecando e já com um grande destaque nacional através de rádios e também fazendo remixes, com a ajuda de uma bateria eletrônica e um sampler, comecei a amadurecer a idéia de fazer minha própria base usando trechos de outras músicas. A primeira base que fiz utilizando a bateria e o sampler fez um grande sucesso na pista do club em que eu era residente e chamou a atenção de algumas pessoas que resolveram investir em mim. Assim surgiu a idéia de montarmos um estúdio. Conheci o Dj Tibor Yuzo nessa época e a partir deste encontro que, decidimos formar a dupla Ricco Robit. Fizemos história como os primeiros produtores brasileiros a produzirem Dance Music e alcançarem os primeiros lugares nas paradas por 6 meses consecutivos com "I Don’t Let You Go". Esse projeto durou por alguns anos e foi retomado ano passado. Em paralelo, também fui me destacando na carreira solo, tendo no currículo vários sucessos, o que me possibilitou ser o ganhador do prêmio de “Melhor Produtor de E-Music de 2010” pelo DJ Sound Awards.

Você ganhou o prêmio de “Melhor produtor de e-music de 2010” pela Revista DJ Sound. Conte um pouco sobre sua trajetória como produtor.
Sim, além de Dj, venho me dedicando à produção há vários anos tendo várias músicas de sucesso que entraram em diversos playlist´s de revistas especializadas no assunto e em vários clubs do Brasil e do exterior. Comecei com o projeto Ricco Robit, onde lançamos dois hits: “I Don’t Let You Go” e “Somebody”, sendo que o primeiro ficou durante 06 meses nos principais charts do país e também no exterior. Depois passei a produzir sozinho e lancei várias produções, que me renderam o prêmio. Destaque para as mais atuais e que podem ser ouvidas e baixadas no meu Soundcloug: “Let’s Groove”, “What You See Is What You Get”, “Funky Disco”, “House Music Stops The Traffic”,”It’s You”, “Lived Once”, I Don’t Let You Go (New Century Mix) e a mais recente “Frozen”, que é um remix do grande sucesso da Madonna, onde coloco notas de Bossa Nova misturados a house music.

Sendo você uma referência e por ter vivido toda uma história na cena nacional, pergunto quais são as grandes diferenças do mercado passado para o atual e como isso influência na sua carreira?
Acho que para mim que sou produtor e sempre gostei muito de tocar com vinil tem o lado bom e o ruim da atual situação do mercado. O lado ruim é que as músicas estão cada vez mais descartáveis e para os Dj´s que produzem fica muito mais difí­cil ganhar dinheiro com a venda de cd´s em função da pirataria. O lado bom é que você consegue colocar ou disponibilizar a música no mercado com muito mais rapidez. Você termina a música e não precisa esperar o vinil ficar pronto para começar a tocar ou até mesmo para enviá-las para outros Dj´s e produtores. Você pode enviá-la na mesma hora para um Dj que está do lado do planeta.


E o público, como está reagindo com a evolução do mercado?
Vejo os dois lados da moeda, pois hoje em dia há muito mais oportunidade para que novos talentos possam mostrar o seu trabalho na cena eletrônica, mas por outro lado acho ruim, porque banalizou um pouco um mercado onde qualquer um pode dizer que é Dj ou até mesmo produtor e com isso, a qualidade, tanto na discotecagem quanto na produção, começa a cair.

E como você descreve o Brasil referente ao cenário da música eletrônica e da discotecagem?
A música eletrônica tem crescido muito no Brasil. Cada vez mais as pessoas querem ser Dj´s e produtores. Todos os meses vários club’s são abertos nas cidades e os festivais de música eletrônica têm atraído milhões de pessoas em todo o país. A cultura cresceu muito e vêm trazendo muitas oportunidades pra quem gosta de trabalhar na área. Na minha opinião, a tendência é aumentar ainda mais os fãs e os profissionais da cena.

Você acredita que a internet superou totalmente o rádio no que se refere a divulgação da carreira e trabalhos de produção e DJ?
Com certeza! As mídias sociais invadiram o cotidiano das pessoas e hoje em dia é muito mais fácil entrar na vida delas através desse canal do que através do rádio. A internet está acessível a todos e é uma excelente ferramenta!

Quem foram os grandes parceiros durante esses anos de profissão?
No começo da minha carreira me inspirei muito em um Dj chamado Paulinho Helal. Um Dj da era “Disco” que tinha muita técnica mixando e foi um dos meus professores. Grandes amigos também cresceram comigo na cena e fizeram parte do aprendizado: Tibor Yuzo, Ricardo Guedes, Alex Hunt, entre outros da cena nacional, que admiro muito.

Tem algo na profissão de DJ que lhe incomoda? O que e por quê?
Talvez o que me incomode seja realmente a banalização da profissão DJ. Com as ferramentas tecnológicas de hoje em dia, as pessoas só visam o lucro e a exposição e não se interessam em estudar música. Hoje em dia é muito fácil colocar um computador na mesa de som e deixa-lo fazer o trabalho. 

Porque atualmente todo mundo é DJ ou pelo menos diz ser? Será que isso pode acontecer também com a produção musical?
Isso já acontece! Hoje em dia, qualquer um pode baixar um programa na internet! Mas sempre vai existir a grande diferença entre “montar” uma música e “produzir” uma música. A maioria pega trechos de músicas, loopings, samples e monta em cima de uma base. Poucos produzem passo a passo, usam instrumentos, detalham e enriquecem a produção com elementos criativos e originais.


Atualmente onde podemos apreciar suas mixagens?
Atualmente me apresento em todo Brasil, sem residência fixa. Quem quiser me contratar, pode entrar em contato com a minha empresária e quem quiser me ver tocar, é só ficar atento na agenda, através do meu site ou da minha página no Facebook – www.facebook.com/ricardocoppini 

Quais os principais projetos em que está envolvido?
Meus projetos são poder continuar tocando por club’s de todo Brasil e exterior e poder continuar produzindo cada vez mais. Quero ouvir minhas músicas sendo tocadas no mundo todo.

O que recomenda aos jovens que iniciam agora a carreira de DJ e/ou produtor?
Que estudem com afinco, coloquem dedicação ao que fazem e tenham seu estilo próprio, independente da moda. Fazer o que se gosta é o primeiro passo para o sucesso.

Para finalizar, que mensagem gostaria de deixar aos internautas que vão ler sua entrevista?
Desejo que todos tenham sucesso em sua vida e que possam continuar fazendo a música eletrônica crescer em nosso país, seja como DJ, produtor ou como fã.